quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Engenharia de Software – Escopo, Prazo, Custo e Qualidade

Sempre que falamos em desenvolvimento de software surge o triângulo:

Não há mágica a ser feita. Para uma mesma área, aumentar um lado implica em diminuir um outro. Mas isto pressupõe que o escopo é (totalmente) conhecido e, o mais importante, não sofrerá mudanças. Já foi esse tempo, não dá mais pra atender ao cliente com escopo fechado. Já dizia o filósofo Heráclito: “a única constante é a mudança”.

No artigo do Ivar Jacobson “Closing the Gap between Business and IT”, ele cita:

“We need to deliver results often and with high quality, on frequent intervals.  IT will have to accept that the business will change its mind about what it wants. This is a natural part of seeing results more frequently, and the feedback obtained is valuable and important. Frequent demonstrations of progress creates confidence and increases productivity, quality and it gives quick results.”

Em resumo, temos que saber lidar com a mudança e demonstrar resultados rapidamente e com qualidade.

Em outro artigo, da Marília Coelho, “Precisamos ser mais psicólogos que engenheiros para ter sucesso com engenharia de software”, a autora fala das dificuldades no entendimento do problema do cliente e cita uma frase de Einstein:

“Einstein certa vez afirmou que se ele tivesse uma hora para salvar o mundo, gastaria 55 minutos definindo o problema e apenas cinco minutos buscando a solução.”

Isto tem a ver com a “pressa” e com a visão míope do “dá pra fazer”, sem buscar o entendimento sobre a real necessidade do cliente e sem explorar as alternativas mais apropriadas.

Ela também cita alguns dados do Standish Group:

“41% dos projetos falham em adicionar valor ao negócio e sobre o Retorno de Investimento – ROI.

49% dos projetos ultrapassam as estimativas iniciais de custo.

Somente 28% dos projetos acontecem no prazo e no orçamento.”

O escopo fechado traz, no início do projeto, a ilusão da certeza do prazo e do custo. Qualquer mudança posterior é temida! A tal da “change request”!

A autora ainda discorre sobre a necessidade de mudança de cultura na engenharia de software e conclui:

“Para que os três pilares – processo, ferramentas e pessoas – funcionem de forma harmônica na organização, o suporte executivo é fundamental, pois as ansiedades, e a pressão do “fazer para ontem” são forças que devem ser gerenciadas corretamente. Os números mostram que continuar como está não é bom para o negócio e não é bom para TI. Pense em fazer algo para mudar o futuro da engenharia de software, conseqüentemente mudando a percepção de que TI não é um centro de custo, mas sim uma área que agrega valor ao negócio através da inovação tecnológica.”

Pensamentos Finais

Escopo muda, é um fato, e assim deveria ser tratado. Com entregas ágeis, frequentes e com qualidade o prazo (final) deixa de ser um “bicho-papão” e a previsibilidade sobre o custo torna-se maior. Ganhar a confiança do cliente, mantendo-o sempre envolvido, aumenta as chances de sucesso pois, no fim das contas, há um relacionamento humano.

Vida longa e próspera à engenharia de software!

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